As she falls asleep tonight
her soul never felt so good
so kindly removed
from the world that took away her innocence
and arrested her little girl.
She'll keep on strugling to save her
a simple smile on a toy shop,
from fields she never saw.
Feelings that go all the way in
through a lost narrow window
getting narrower
moving around in the dark
getting narrower
too narrow to care.
She'll grow to bare it, she'll fool her self to forget it.
As she falls asleep tonight
her little girl whispers stories that never hapenned
shows her memories she wishes she had
softly drawing a dream.
One kind delicade hand
holding a precious lost pencil
through a narrow narrow window.
Almost too narrow to whisper:
"The silence that hurts so much brings a tear, you see?
Cause now it's not here for you to just be."
She cries,
holds her pillow to let go
staring at the wall for a blank end of story.
As she fell asleep tonight
she took back some thoughts, some moments in time
that for long stood behind in a shelf
like lost sentences in a rhyme.
penso, analiso, concluo, repenso, analiso metodicamente, volto a concluir, conformo-me, relembro, remoo em vez de analisar, volto a concluir, altero a percepçao desta multipla realidade..
domingo, novembro 20, 2005
sexta-feira, novembro 26, 2004
Inocencia
Já nao passo em campo verde
Já nao caminho sobre terras batidas de incerteza,
sobre caminhos sem rumo, com objectivos sem direcçao.
Já nao encaro a mudança com indiferença, sem forçar optimismo.
Já nao sou senhor de mim, e do meu casulo; quero saber, interessa-me.. destrói-me.
Nao quero saber! Nao me interessa!
Nao quero ver, perceber e assimilar!
Volta inocencia, estou farto.
Quero tocar orquideas e doer, sem saber.
Quero assistir a discussoes e rir-me do tom de voz, da exaltaçao, sem tomar atençao.
Quero morrer e voltar a ser.
Quero provar que a vida nao é sentir um gostinho do bom, e continuar por continuar, onde o combustível é a recordaçao, do que um dia foi, pois o que será pode ser bom, mas nunca tao puro!
Já nao finto para dar nas vistas
Já nao sinto somente quando realmente sinto.
Quero voltar.
Já nao volto, já nao posso.
Está longe, está atrás e afinal de contas, é-nos suposto olhar em frente.
Mas a recordaçao nao mente.
E é ela que devo desprezar, e nao a minha vida.. o que posso criar.
Foram dias de verdadeira alegria, da mais pura.
Que os miudos hoje em dia nunca vao conhecer..
Porque nao montam fisgas, "sacam" jogos.
Porque nao jogam spectrum sentados com os seus amigos (jogam online com os seus conhecidos)
Porque nao esmurraçam o parvo, ameaçam virtualmente quem pensam ser parvo.
e por tudo isto, nunca serao..
aquilo que eu queria voltar a ser.
e por tudo isto, nunca seremos..
a continuidade do que hoje somos.
Os tempos mudam, e mudarao..
E de geraçao em geraçao, poderá haver conversa
mas nunca comunicaçao.
E tudo isto, reflectindo sobre a inocencia. Sobre a minha obcessao por te-la de volta, ainda assim com a infeliz certeza que essa inocencia que eu conheci, aquela que eu possuí, jamais será sentida.
Talvez recordada e ambicionada,
como que uma geraçao reconhecendo que cresceu da melhor forma,
onde residia o mais puro do pensamento
que se foi degradando;
Corrompido pela nossa mais arisca capacidade de tornar complexo o mais simples.
Só quero olhar 'a volta,
e reconhecendo ou associando ao que nao interessa, desconhecer.
Só quero olhar 'a volta,
percorrido por aquela sensaçao miudinha, e sorrir.
Já nao caminho sobre terras batidas de incerteza,
sobre caminhos sem rumo, com objectivos sem direcçao.
Já nao encaro a mudança com indiferença, sem forçar optimismo.
Já nao sou senhor de mim, e do meu casulo; quero saber, interessa-me.. destrói-me.
Nao quero saber! Nao me interessa!
Nao quero ver, perceber e assimilar!
Volta inocencia, estou farto.
Quero tocar orquideas e doer, sem saber.
Quero assistir a discussoes e rir-me do tom de voz, da exaltaçao, sem tomar atençao.
Quero morrer e voltar a ser.
Quero provar que a vida nao é sentir um gostinho do bom, e continuar por continuar, onde o combustível é a recordaçao, do que um dia foi, pois o que será pode ser bom, mas nunca tao puro!
Já nao finto para dar nas vistas
Já nao sinto somente quando realmente sinto.
Quero voltar.
Já nao volto, já nao posso.
Está longe, está atrás e afinal de contas, é-nos suposto olhar em frente.
Mas a recordaçao nao mente.
E é ela que devo desprezar, e nao a minha vida.. o que posso criar.
Foram dias de verdadeira alegria, da mais pura.
Que os miudos hoje em dia nunca vao conhecer..
Porque nao montam fisgas, "sacam" jogos.
Porque nao jogam spectrum sentados com os seus amigos (jogam online com os seus conhecidos)
Porque nao esmurraçam o parvo, ameaçam virtualmente quem pensam ser parvo.
e por tudo isto, nunca serao..
aquilo que eu queria voltar a ser.
e por tudo isto, nunca seremos..
a continuidade do que hoje somos.
Os tempos mudam, e mudarao..
E de geraçao em geraçao, poderá haver conversa
mas nunca comunicaçao.
E tudo isto, reflectindo sobre a inocencia. Sobre a minha obcessao por te-la de volta, ainda assim com a infeliz certeza que essa inocencia que eu conheci, aquela que eu possuí, jamais será sentida.
Talvez recordada e ambicionada,
como que uma geraçao reconhecendo que cresceu da melhor forma,
onde residia o mais puro do pensamento
que se foi degradando;
Corrompido pela nossa mais arisca capacidade de tornar complexo o mais simples.
Só quero olhar 'a volta,
e reconhecendo ou associando ao que nao interessa, desconhecer.
Só quero olhar 'a volta,
percorrido por aquela sensaçao miudinha, e sorrir.
segunda-feira, agosto 09, 2004
terça-feira, março 09, 2004
Nao percas o sonho
Onde estao
os sonhos, os mais fortes desejos?
Estăo pintados no céu,
em tons de aguarela azul e branca.
Passando despercebidos, ao sabor do vento..
no mar, ao sabor da maré..
na vida, ao sabor do tempo.
Para onde vao
os sonhos, as mais fortes vontades?
Escoam com a chuva
em tons acinzentados, de tempestade.
Moldam as falésias em repetiçao,
indo e voltando.
Somente a espera de um olhar atento.
Ves o meu céu cinzento,
a minha falésia sem vigia?
Ves a minha vida sem tempo,
a minha vida sem guia?
Os tons nao passam de tons
azul é o céu e o mar,
e nao os sonhos.
A aguarela escoa na folha, e nao no céu,
e o tempo passa, sim.
Mas sempre passou.
E tu, sim tu:
Continua atenta a tua falésia,
deixa as ondas inundarem-te os olhos de brilho.
E qdo o céu se acizentar, retoca
Com pinceladas de aguarela azul e branca.
Năo percas o sonho.
os sonhos, os mais fortes desejos?
Estăo pintados no céu,
em tons de aguarela azul e branca.
Passando despercebidos, ao sabor do vento..
no mar, ao sabor da maré..
na vida, ao sabor do tempo.
Para onde vao
os sonhos, as mais fortes vontades?
Escoam com a chuva
em tons acinzentados, de tempestade.
Moldam as falésias em repetiçao,
indo e voltando.
Somente a espera de um olhar atento.
Ves o meu céu cinzento,
a minha falésia sem vigia?
Ves a minha vida sem tempo,
a minha vida sem guia?
Os tons nao passam de tons
azul é o céu e o mar,
e nao os sonhos.
A aguarela escoa na folha, e nao no céu,
e o tempo passa, sim.
Mas sempre passou.
E tu, sim tu:
Continua atenta a tua falésia,
deixa as ondas inundarem-te os olhos de brilho.
E qdo o céu se acizentar, retoca
Com pinceladas de aguarela azul e branca.
Năo percas o sonho.
domingo, janeiro 18, 2004
domingo, setembro 21, 2003
Vive
Máquinas automatizadas, escravas conscięncias manipuladas neste mundo conflituoso.
Contagem decrescente para o dia desvinculativo, sem ter muito para contar quando, ŕ beira do leito final, relembramos os anos que demoraram até finalmente perceber que năo estamos cá para năo morrer, mas sim para arranjar uma razăo para o fazer, tranquilamente.. sorrindo.
Seres que procuram desesperadamente o conforto da certeza, da posse e sucesso, uma linha recta rumo ao fim que fingimos controlar e que teimamos em aceitar de bandeja, tal qual bom menino na noite de Natal.
Como um jogo 3D, vamos colecionando escudos e manhas, "truques da vida".. chamam-lhe.
Como um barco no oceano, teimamos em usar os remos quando a maré é suficiente, e năo cansa.
Nascemos uma coisa e morremos outra, estará certo? Como um pedaço de plasticina nas măos de um artista esquizofrenico, moldados ora assim, ora assado.
Somos alternativos, inventamos e criamos, somos inteligentes e calculistas, virtuosos e criativos, somos algo de extraordinario, algo que de tanto ser quase nada é.
Mas um dia chega ao fim esta experiencia a que chamamos vida, eu chamo-lhe um processo demorado de morte.. quase como acordar e passar o resto do dia a fazer a cama, fazendo horas para deitar.
Está na hora de esquecer a cama, sair e andar correr e cantar, está na hora de fazer alguma coisa sem pensar, e quando anoitecer.. e o cansaço chegar darás contigo na tua cama, e aí.. năo custa nada adormecer.
Contagem decrescente para o dia desvinculativo, sem ter muito para contar quando, ŕ beira do leito final, relembramos os anos que demoraram até finalmente perceber que năo estamos cá para năo morrer, mas sim para arranjar uma razăo para o fazer, tranquilamente.. sorrindo.
Seres que procuram desesperadamente o conforto da certeza, da posse e sucesso, uma linha recta rumo ao fim que fingimos controlar e que teimamos em aceitar de bandeja, tal qual bom menino na noite de Natal.
Como um jogo 3D, vamos colecionando escudos e manhas, "truques da vida".. chamam-lhe.
Como um barco no oceano, teimamos em usar os remos quando a maré é suficiente, e năo cansa.
Nascemos uma coisa e morremos outra, estará certo? Como um pedaço de plasticina nas măos de um artista esquizofrenico, moldados ora assim, ora assado.
Somos alternativos, inventamos e criamos, somos inteligentes e calculistas, virtuosos e criativos, somos algo de extraordinario, algo que de tanto ser quase nada é.
Mas um dia chega ao fim esta experiencia a que chamamos vida, eu chamo-lhe um processo demorado de morte.. quase como acordar e passar o resto do dia a fazer a cama, fazendo horas para deitar.
Está na hora de esquecer a cama, sair e andar correr e cantar, está na hora de fazer alguma coisa sem pensar, e quando anoitecer.. e o cansaço chegar darás contigo na tua cama, e aí.. năo custa nada adormecer.
sábado, março 22, 2003
terça-feira, dezembro 10, 2002
Brilhar
Tăo tarde vem
e tăo cedo vai.
Um auge de conscięncia que proporciona a perfeita noçăo de nós.
Tudo explica e faz sentido,
tudo flui..
desde anagramas a ligaçőes moleculares,
desde o que te fez crescer ao que te faz mover,
todas as influęncias, memórias, impulsos num só segundo de conscięncia e percepçăo.
E mesmo assim mantens a tua rota..
apagas e acendes como um candeeiro fundido e
re-acendes, e mantens o brilho pela noite fora.
A noite brilha..
e brilha..
e mantem-se eterna para aquele que dela tudo espera.
Mas muito mais tarde, tarde demais para ter plena noçăo..
Amanhece,
brilhar jamais será necessario
ate ao seguinte fim de dia.
Analiso todos os circuitos,
revejo todas as rotinas,
para nessa noite que vem
brilhar com mais alguem.
e tăo cedo vai.
Um auge de conscięncia que proporciona a perfeita noçăo de nós.
Tudo explica e faz sentido,
tudo flui..
desde anagramas a ligaçőes moleculares,
desde o que te fez crescer ao que te faz mover,
todas as influęncias, memórias, impulsos num só segundo de conscięncia e percepçăo.
E mesmo assim mantens a tua rota..
apagas e acendes como um candeeiro fundido e
re-acendes, e mantens o brilho pela noite fora.
A noite brilha..
e brilha..
e mantem-se eterna para aquele que dela tudo espera.
Mas muito mais tarde, tarde demais para ter plena noçăo..
Amanhece,
brilhar jamais será necessario
ate ao seguinte fim de dia.
Analiso todos os circuitos,
revejo todas as rotinas,
para nessa noite que vem
brilhar com mais alguem.
sábado, novembro 30, 2002
quinta-feira, novembro 28, 2002
segunda-feira, novembro 25, 2002
domingo, novembro 24, 2002
sábado, novembro 23, 2002
Folha branca
A angustia de deixar uma folha em branco deixa-me doido.
Quero escrever, e escrever até que mais folhas năo hajam, e ai escreverei nas paredes, nos tectos, nos parapeitos e até na alma.
Quero traçar momentos e miragens, descrever paisagens.
Carimbar sorrisos e olhos ternos, emoçőes tristes que passam na rua.
Quero desenhar esta cidade que me rodeia com brilhos de tudo o que nela sinto, e muito mais.
Deslumbrar além do solo, além dos corpos, contemplar além da alma e além do céu, e escrever..
Escrever até mais năo poder, até que as folhas deixem de ser brancas para conter o tudo.
Que as paredes sejam estranhas pois brancas năo serăo, e todos os tectos e parapeitos.
E quando năo posso ou năo me permito é como que se morresse.
Năo imaginas,
Olhar-te nos olhos e saber, sem conseguir descrever..
Sentir a perfeiçăo pela janela e dizer adeus, esquecendo..
deixando as folhas brancas
folhas brancas, folhas lisas..
como a vida.
Quero escrever, e escrever até que mais folhas năo hajam, e ai escreverei nas paredes, nos tectos, nos parapeitos e até na alma.
Quero traçar momentos e miragens, descrever paisagens.
Carimbar sorrisos e olhos ternos, emoçőes tristes que passam na rua.
Quero desenhar esta cidade que me rodeia com brilhos de tudo o que nela sinto, e muito mais.
Deslumbrar além do solo, além dos corpos, contemplar além da alma e além do céu, e escrever..
Escrever até mais năo poder, até que as folhas deixem de ser brancas para conter o tudo.
Que as paredes sejam estranhas pois brancas năo serăo, e todos os tectos e parapeitos.
E quando năo posso ou năo me permito é como que se morresse.
Năo imaginas,
Olhar-te nos olhos e saber, sem conseguir descrever..
Sentir a perfeiçăo pela janela e dizer adeus, esquecendo..
deixando as folhas brancas
folhas brancas, folhas lisas..
como a vida.
segunda-feira, novembro 18, 2002
quinta-feira, novembro 14, 2002
O mar
Tenho fome
e tenho frio.
Queres que te conte o que o mar sentiu?
Riu-se de mim
mas com inveja,
porque a grandeza que dele provém năo mata a solidăo
e timido sussurrou:
- sabes, ja estou farto de dançar
- quero ser pequeno mas ao menos poder sonhar.
Prolonguei-me estendido nas vastas e solenes danças da maré,
e o mar năo sofre..
mas tambem năo ama.
e tenho frio.
Queres que te conte o que o mar sentiu?
Riu-se de mim
mas com inveja,
porque a grandeza que dele provém năo mata a solidăo
e timido sussurrou:
- sabes, ja estou farto de dançar
- quero ser pequeno mas ao menos poder sonhar.
Prolonguei-me estendido nas vastas e solenes danças da maré,
e o mar năo sofre..
mas tambem năo ama.
quarta-feira, novembro 13, 2002
Confuso
será
será que estou rumando a dois destinos...
a duas fases que me dăo extremos.
serei doido?
o tentar compreender desafia-me
e vence-me em dois segundos.
tento conciliar o pensamento de ambas as pontas
e acabam embrulhados
pensamentos alheios, que năo pertencem, misturados.
ao chegar, descendo as escadas devagar
penso e tento perceber
que talvez as conclusőes n pertençam,
n deviam ser.
e sem que o tempo me perturbe
imovel face a este infinito silęncio
concluo que năo devia escrever,
rimas faceis, linha arcaica
tudo isto nao devia ser.
será que estou rumando a dois destinos...
a duas fases que me dăo extremos.
serei doido?
o tentar compreender desafia-me
e vence-me em dois segundos.
tento conciliar o pensamento de ambas as pontas
e acabam embrulhados
pensamentos alheios, que năo pertencem, misturados.
ao chegar, descendo as escadas devagar
penso e tento perceber
que talvez as conclusőes n pertençam,
n deviam ser.
e sem que o tempo me perturbe
imovel face a este infinito silęncio
concluo que năo devia escrever,
rimas faceis, linha arcaica
tudo isto nao devia ser.
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