Porque é que tentamos sempre evitar que o melhor amigo fique longe de nós,
ou que fiquemos longe da nossa mãe numa situação de aperto,
do nosso pai quando ouvimos o ronco daquela moto pela primeira vez.
Corremos a seguir ou pedimos que nos sigam para que a vida faça sentido,
junto desses que nos completam. O caminho só é bonito se connosco trautear alguém.
Há todo um circulo que influencia a nossa vida, tal qual força gravitacional.
Mas quando nos vemos sem companhia, às vezes no meio de uma multidão, julgamos
necessariamente que estamos sozinhos. E esquecemos, tantas vezes esquecemos...
Que temos a única companhia que nunca nos largará:
A que não precisa de futuro, até hoje, do presente, no que foi e do passado, quando é.
A nossa.
É quando me vejo com companhia que tenho mais medo de estar sozinho.
De me esquecer ou diminuir, de esquecer de me retribuir.
penso, analiso, concluo, repenso, analiso metodicamente, volto a concluir, conformo-me, relembro, remoo em vez de analisar, volto a concluir, altero a percepçao desta multipla realidade..
quinta-feira, dezembro 01, 2016
Nunca o que pensaste
E se daqui a algumas décadas, nos confins do teu leito, o mundo te parecer claro e simples,
quando já não tens nada a perder, quer dizer que viveste bem e pleno do teu potencial.
Podes ressentir um perdão que não foi dado, está perdoado, ou uma viagem por fazer,
há que dizer, mas quando é clara e simples é longa e exemplar. É percurso para ficar.
No final o que conta não são as contas, são os sorrisos que tivémos para mostrar.
Se daqui a alguns anos, nos meandros da recordação, surgir o amor da tua vida
terás tempo para mais. Se olhares para trás sentirás.
Viveste o que viveste e nunca o que pensaste.
quando já não tens nada a perder, quer dizer que viveste bem e pleno do teu potencial.
Podes ressentir um perdão que não foi dado, está perdoado, ou uma viagem por fazer,
há que dizer, mas quando é clara e simples é longa e exemplar. É percurso para ficar.
No final o que conta não são as contas, são os sorrisos que tivémos para mostrar.
Se daqui a alguns anos, nos meandros da recordação, surgir o amor da tua vida
terás tempo para mais. Se olhares para trás sentirás.
Viveste o que viveste e nunca o que pensaste.
sexta-feira, novembro 13, 2015
Toca a acordar
Olá, tu que dizes que o governo te engana.
Olá, tu que dizes que são todos a mesma coisa.
Olá, tu que deixas os anos passar... e perdes o sonho.
Olá, tu que votas sempre no mesmo, como se de um clube se tratasse.
Olá, tu que achas o que lês e o que vês.
Olá, tu que só pensas até à zona de conforto. Até onde achas que é aceitável estar, porque todos os outros estão.
Olá, tu que és bombardeado com prazeres de fácil e rápido acesso, que te denigrem e põem em causa a imagem que tens de ti, retirando-te poder de escolha, sentido crítico e qualquer sentido que vá contra corrente.
Olá, tu que navegas pelas redes sociais e és inundado por artigos de opinião sempre virados para o mesmo lado, defendidos pelo argumento oportunista e descontextualizado: "são artigos de opinião, não tem de ser imparciais". São artigos de 20 opiniões para uma, por vezes nenhuma, em cada jornal. Até aqui os media TEM de ser imparciais e não são.
Olá, tu que talvez não tenhas percebido que existe uma guerra silenciosa dos senhores do poder contra o livre-arbítrio, onde os políticos são meros batedores, equipas alfa.
Olá, tu que vês o telejornal como a transmissão de notícias de forma clara e limpa, quando é tudo menos isso. São as armas nucleares do inimigo que hoje dita o que se diz ao povo. E não me venhas com histórias que estamos na era da internet e todos nos podemos informar. O que o povo conhece é o que o povo vai procurar - o público, o expresso, o sapo e afins. E esses, meus caros, são tão plurais como o lince ibérico. As notícias já são um pré-fabricado das americanisses que a europa tanto jubila e como se isso não fosse suficiente, colocam-se 20 sujeitos de direita e 2 ou 3 de esquerda, para não parecer mal, a debitar sujidade nos murais da nossa gente. Por muito bom filtro que se tenha, após anos de exposição o interior degrada-se.
Olá, tu que tens medo da mudança.
Olá, tu que existes mas tens medo de viver. Que preferes o menos mal à alternativa que desconheces.
Olá, tu que não arriscas nem petiscas e não deixas mais ninguém arriscar.
Olá, tu que ficas em casa e argumentas que és contra o sistema político e é preciso uma alternativa. É mais fácil baixar os braços, abdicar do dever de voto e passar mais 4 anos no queixume do costume. Ou então cuspir para o ar imundices como "eu não disse? são todos iguais" enquanto se veste a camisola que diz em tinta invisível: "abdico de remar mas opino sobre o rumo do barco".
Olá, tu que não leste sobre o capitalismo nem o papel principal que lhe está associado na opressão sobre os direitos do homem e na destruição do planeta onde nasceste, nem tão pouco sobre a sua curta esperança de vida. A criação de dinheiro virtual, juros associados e propriedade de tudo e todos é incompatível com a realidade dos recursos de que dispomos e, num futuro proximo, a bolha rebentará de vez. Talvez se esteja a fazer tempo para depois fugir para marte.
Olá, tu que dizes que o governo te engana mas há tanta gente a enganar-te. Sai desse conforto e dessa anestesia epidural. Questiona o que te mostram e quando to mostram.
Olá, tu que és contra os refugiados porque a opinião pública já está formada e diz que o árabe ou o islamita é um monstro. Na realidade não é. É um ser humano como tu, com diferenças na pele e na crença, na cultura e na experiência. Com emoções e sonhos, com os mesmos propositos - viver, sonhar e constituir família. A imagem global, cada vez mais colorida, desse monstro do islão provém de duas fotografias: a negra e REAL deixada pelo auto-intitulado califado, que não passa de um punhado de bandidos de meia tijela, que se aproveitou das armas e treino fornecidos pelos EUA numa tentativa ilicita de um golpe de estado na Síria (não correu bem e saiu-lhes o tiro pela culatra); a sombria e FABRICADA pelos israelitas de um povo que é massacrado há 50 anos - os palestinianos. Escusado será dizer que EUA e Israel comem na mesma mesa e dormem na mesma cama. E escusado será dizer que são a causa de 99% de todas as guerras mundiais e sarilhos que destas advém. Olhemos para a "democracia" deixada no Iraque, ou para a "libertação" levada a cabo no Vietnam. Melhor, tu que foste além dos filmes de Hollywood e sabes umas coisas da 2ª guerra mundial, lembras-te da posição neutra dos EUA até o Japão cometer a infantilidade de os atacar directamente em Pearl Harbour? Fossem os japoneses menos destemidos e talvez o Hitler tivesse vingado. Os EUA não foram libertadores, baixaram a berguilha porque surgiu a vontade de fazer xixi.
Ainda em relação à Palestina, e no seguimento do final da segunda guerra mundial, talvez por sentimento de culpa ou por pura estupidêz, foi criado o estado de israel pelas nações unidas (organização politicamente dominada pelos EUA e UK). Circundava a Palestina, um país milenar, outrora dominado pelo império otomano e depois pelos britânicos e heis a chave de tudo! No início do século 20 e com o pretexto da libertação das garras do império otomano, os britânicos, mais uma vez, fustigam uma área com a sua crueldade, interesses e impunidade. Privado de soberania, a Palestina estava nas mãos desta gentalha, uma espécie de Remax em escala global. Foi o tempo do vale tudo, em que se conquistava terreno e não se ligava a quem lá estava (os mesmos que hoje impõem sanções contra a Rússia por anexar uma região cujo povo é maioritariamente russo/pró anexação).
Depois da criação do estado de Israel em 1947 através de um acordo da UN totalmente engendrado pelos britânicos, o seu território espandiu-se como um cancro num doente terminal. Questiono-me todos os dias como é que a comunidade internacional, tão vinculada aos direitos humanos e tão intransigente quando estes são atacados, tem vindo a permitir meio século de apartheid a olhos vistos. Será porque os media conseguem fazer mais notícia de um soldado israelita morto por alguém cuja familia foi chacinada do que 20 crianças palestinianas decepadas por bombardeamentos "estratégicos" e recorrentes? Ou será pela mesma razão que Israel existe - compra de terreno como se de uma propriedade se tratasse? Será que há forma de comprar o silêncio dos inocentes? Parece que sim.
E ano após ano, israel aumenta e a palestina, que não chega a ser reconhecida como país, diminui. E todos falam, nas suas fatiotas, que a paz tem de ser alcançada enquanto observam, das suas janelas de cristal, os tanques que pisam as casas de quem lá mora para, ilicitamente, criar a casa de mais um colono. Sobre sangue e suor estendem-se as carpetes compradas com silêncio e compactuação de uma união europeia que nunca chegou a significar esperança, apenas um dossier de regras que junta e alicía países na formação de um gang terrorista - A maior rede criminosa de todos os tempos.
Olá, tu que ainda aqui estás e te questionas: afinal que merda é esta? estás a tripar? Nem por isso. Por vezes os filmes diluem-se com a realidade e as teorias da conspiração começam a fazer sentido. E há tantos factos provados hoje em dia derivados da coragem de certos indivíduos cujo raciocínio era totalmente diferente dos demais. Os pilares da nossa sociedade foram erguidos em areias movediças e as restaurações apenas visam o visível e o imediato. Seguiremos um caminho atribulado durante muito tempo. Demasiado.
Olá, tu que em tempos tinhas mente crítica e agora só queres a tua paz. Porque a luta já não é tua ou foi o cansaço e o mudar das fraldas que te mudaram.
Olá, tu que estás e vais estando enquanto não assumes o que és.
Olá, tu que diferes de mim em biliões de características mas consegues, de alguma forma, entender a minha dor.
Olá, tu que fazes parte de uma família, de um grupo e até de um clube, não farás também parte de uma sociedade que precisa de se entender para criar um novo futuro?
Olá, tu que te abres ao movimento.
Olá, tu que não queres ainda dizer adeus.
NWBZ02
Olá, tu que dizes que são todos a mesma coisa.
Olá, tu que deixas os anos passar... e perdes o sonho.
Olá, tu que votas sempre no mesmo, como se de um clube se tratasse.
Olá, tu que achas o que lês e o que vês.
Olá, tu que só pensas até à zona de conforto. Até onde achas que é aceitável estar, porque todos os outros estão.
Olá, tu que és bombardeado com prazeres de fácil e rápido acesso, que te denigrem e põem em causa a imagem que tens de ti, retirando-te poder de escolha, sentido crítico e qualquer sentido que vá contra corrente.
Olá, tu que navegas pelas redes sociais e és inundado por artigos de opinião sempre virados para o mesmo lado, defendidos pelo argumento oportunista e descontextualizado: "são artigos de opinião, não tem de ser imparciais". São artigos de 20 opiniões para uma, por vezes nenhuma, em cada jornal. Até aqui os media TEM de ser imparciais e não são.
Olá, tu que talvez não tenhas percebido que existe uma guerra silenciosa dos senhores do poder contra o livre-arbítrio, onde os políticos são meros batedores, equipas alfa.
Olá, tu que vês o telejornal como a transmissão de notícias de forma clara e limpa, quando é tudo menos isso. São as armas nucleares do inimigo que hoje dita o que se diz ao povo. E não me venhas com histórias que estamos na era da internet e todos nos podemos informar. O que o povo conhece é o que o povo vai procurar - o público, o expresso, o sapo e afins. E esses, meus caros, são tão plurais como o lince ibérico. As notícias já são um pré-fabricado das americanisses que a europa tanto jubila e como se isso não fosse suficiente, colocam-se 20 sujeitos de direita e 2 ou 3 de esquerda, para não parecer mal, a debitar sujidade nos murais da nossa gente. Por muito bom filtro que se tenha, após anos de exposição o interior degrada-se.
Olá, tu que tens medo da mudança.
Olá, tu que existes mas tens medo de viver. Que preferes o menos mal à alternativa que desconheces.
Olá, tu que não arriscas nem petiscas e não deixas mais ninguém arriscar.
Olá, tu que ficas em casa e argumentas que és contra o sistema político e é preciso uma alternativa. É mais fácil baixar os braços, abdicar do dever de voto e passar mais 4 anos no queixume do costume. Ou então cuspir para o ar imundices como "eu não disse? são todos iguais" enquanto se veste a camisola que diz em tinta invisível: "abdico de remar mas opino sobre o rumo do barco".
Olá, tu que não leste sobre o capitalismo nem o papel principal que lhe está associado na opressão sobre os direitos do homem e na destruição do planeta onde nasceste, nem tão pouco sobre a sua curta esperança de vida. A criação de dinheiro virtual, juros associados e propriedade de tudo e todos é incompatível com a realidade dos recursos de que dispomos e, num futuro proximo, a bolha rebentará de vez. Talvez se esteja a fazer tempo para depois fugir para marte.
Olá, tu que dizes que o governo te engana mas há tanta gente a enganar-te. Sai desse conforto e dessa anestesia epidural. Questiona o que te mostram e quando to mostram.
Olá, tu que és contra os refugiados porque a opinião pública já está formada e diz que o árabe ou o islamita é um monstro. Na realidade não é. É um ser humano como tu, com diferenças na pele e na crença, na cultura e na experiência. Com emoções e sonhos, com os mesmos propositos - viver, sonhar e constituir família. A imagem global, cada vez mais colorida, desse monstro do islão provém de duas fotografias: a negra e REAL deixada pelo auto-intitulado califado, que não passa de um punhado de bandidos de meia tijela, que se aproveitou das armas e treino fornecidos pelos EUA numa tentativa ilicita de um golpe de estado na Síria (não correu bem e saiu-lhes o tiro pela culatra); a sombria e FABRICADA pelos israelitas de um povo que é massacrado há 50 anos - os palestinianos. Escusado será dizer que EUA e Israel comem na mesma mesa e dormem na mesma cama. E escusado será dizer que são a causa de 99% de todas as guerras mundiais e sarilhos que destas advém. Olhemos para a "democracia" deixada no Iraque, ou para a "libertação" levada a cabo no Vietnam. Melhor, tu que foste além dos filmes de Hollywood e sabes umas coisas da 2ª guerra mundial, lembras-te da posição neutra dos EUA até o Japão cometer a infantilidade de os atacar directamente em Pearl Harbour? Fossem os japoneses menos destemidos e talvez o Hitler tivesse vingado. Os EUA não foram libertadores, baixaram a berguilha porque surgiu a vontade de fazer xixi.
Ainda em relação à Palestina, e no seguimento do final da segunda guerra mundial, talvez por sentimento de culpa ou por pura estupidêz, foi criado o estado de israel pelas nações unidas (organização politicamente dominada pelos EUA e UK). Circundava a Palestina, um país milenar, outrora dominado pelo império otomano e depois pelos britânicos e heis a chave de tudo! No início do século 20 e com o pretexto da libertação das garras do império otomano, os britânicos, mais uma vez, fustigam uma área com a sua crueldade, interesses e impunidade. Privado de soberania, a Palestina estava nas mãos desta gentalha, uma espécie de Remax em escala global. Foi o tempo do vale tudo, em que se conquistava terreno e não se ligava a quem lá estava (os mesmos que hoje impõem sanções contra a Rússia por anexar uma região cujo povo é maioritariamente russo/pró anexação).
Depois da criação do estado de Israel em 1947 através de um acordo da UN totalmente engendrado pelos britânicos, o seu território espandiu-se como um cancro num doente terminal. Questiono-me todos os dias como é que a comunidade internacional, tão vinculada aos direitos humanos e tão intransigente quando estes são atacados, tem vindo a permitir meio século de apartheid a olhos vistos. Será porque os media conseguem fazer mais notícia de um soldado israelita morto por alguém cuja familia foi chacinada do que 20 crianças palestinianas decepadas por bombardeamentos "estratégicos" e recorrentes? Ou será pela mesma razão que Israel existe - compra de terreno como se de uma propriedade se tratasse? Será que há forma de comprar o silêncio dos inocentes? Parece que sim.
E ano após ano, israel aumenta e a palestina, que não chega a ser reconhecida como país, diminui. E todos falam, nas suas fatiotas, que a paz tem de ser alcançada enquanto observam, das suas janelas de cristal, os tanques que pisam as casas de quem lá mora para, ilicitamente, criar a casa de mais um colono. Sobre sangue e suor estendem-se as carpetes compradas com silêncio e compactuação de uma união europeia que nunca chegou a significar esperança, apenas um dossier de regras que junta e alicía países na formação de um gang terrorista - A maior rede criminosa de todos os tempos.
Olá, tu que ainda aqui estás e te questionas: afinal que merda é esta? estás a tripar? Nem por isso. Por vezes os filmes diluem-se com a realidade e as teorias da conspiração começam a fazer sentido. E há tantos factos provados hoje em dia derivados da coragem de certos indivíduos cujo raciocínio era totalmente diferente dos demais. Os pilares da nossa sociedade foram erguidos em areias movediças e as restaurações apenas visam o visível e o imediato. Seguiremos um caminho atribulado durante muito tempo. Demasiado.
Olá, tu que em tempos tinhas mente crítica e agora só queres a tua paz. Porque a luta já não é tua ou foi o cansaço e o mudar das fraldas que te mudaram.
Olá, tu que estás e vais estando enquanto não assumes o que és.
Olá, tu que diferes de mim em biliões de características mas consegues, de alguma forma, entender a minha dor.
Olá, tu que fazes parte de uma família, de um grupo e até de um clube, não farás também parte de uma sociedade que precisa de se entender para criar um novo futuro?
Olá, tu que te abres ao movimento.
Olá, tu que não queres ainda dizer adeus.
NWBZ02
domingo, dezembro 14, 2014
Definição de amor
Se é abdicar do eu? É, parcialmente.
Passei a sorrir por dois e a sofrer duplamente.
A usar saias e collants e pensos
uma vez por mês.
Abram alas que somos dois...
electrões de hidrogénio.
Quando brilhas estou menos mal, mesmo a morrer.
Serei eterno se findar perto de ti,
com a tua mão sobre mim ou um sorriso
ampliado à luz das nossas velas baratas, ao serão.
Esperando nada nem um pedaço, pois então.
O teu brilho engole a sombra do monstrinho
que eu criei.
Que me quer meio e me corrompe e
venera o exagero.
Serei eterno se findar no teu olhar.
Divago enquanto sinto quando te toco,
ao retratar um ramo velho que já quebrou
voltar à árvore que em tempos o acomodou
e dar um fruto já tardio... mas não interessa,
não temos pressa.
E se o amor não for suficiente?
Os princípios são as pernas da nossa mesa.
Dois são meus e dois são teus.
As flores no centro retratam a fragilidade do compromisso
e a toalha um manto de tolerância que se gasta vida fora.
Há um pinhal repleto de sonhos e oportunidades,
onde se valoriza o inspirar.
De ar e todas as coisas boas que temos para desfrutar.
Não há turvos pensamentos nem há decisões arriscadas, por lá.
Só nós.
Num sofá bem de frente para a vida:
Sofrida, sentida e compreendida.
Serei eterno se rimar com o teu olhar.
Passei a sorrir por dois e a sofrer duplamente.
A usar saias e collants e pensos
uma vez por mês.
Abram alas que somos dois...
electrões de hidrogénio.
Quando brilhas estou menos mal, mesmo a morrer.
Serei eterno se findar perto de ti,
com a tua mão sobre mim ou um sorriso
ampliado à luz das nossas velas baratas, ao serão.
Esperando nada nem um pedaço, pois então.
O teu brilho engole a sombra do monstrinho
que eu criei.
Que me quer meio e me corrompe e
venera o exagero.
Serei eterno se findar no teu olhar.
Divago enquanto sinto quando te toco,
ao retratar um ramo velho que já quebrou
voltar à árvore que em tempos o acomodou
e dar um fruto já tardio... mas não interessa,
não temos pressa.
E se o amor não for suficiente?
Os princípios são as pernas da nossa mesa.
Dois são meus e dois são teus.
As flores no centro retratam a fragilidade do compromisso
e a toalha um manto de tolerância que se gasta vida fora.
Há um pinhal repleto de sonhos e oportunidades,
onde se valoriza o inspirar.
De ar e todas as coisas boas que temos para desfrutar.
Não há turvos pensamentos nem há decisões arriscadas, por lá.
Só nós.
Num sofá bem de frente para a vida:
Sofrida, sentida e compreendida.
Serei eterno se rimar com o teu olhar.
sábado, novembro 01, 2014
Amor
Se o amor me for fiel
escreverei sobre isso. E não me resignarei
à impossibilidade de descrever paixão.
Faz falta à rotação da Terra
que haja amor.
Reúno a minha roupa e saio nu
Nessa praça de ideias cavas.
E esboço acanhado troço
mil linhas do amor do moço
vão formando uma bandeira.
Encarnada do amor e
de tréguas vai sendo branca.
Nessa praça de ideias cavas
dessa guerra que só tu travas
a ilusão é alavanca.
Porque eu sei o que só eu sinto
os outros é gente estranha
é por vezes brilho que entranha
neste caustico labirinto.
Não assumo que o amor é a continuidade do que, conscientemente, eu faço para me sentir feliz.
Não assumo que o amor é algo que se controla.
Amor é consequência.
Amor é uma doença que não espirra, sorri.
Doi e consome
e respira de ti o que há para expirar.
Não guarda nem reserva
E usa-te no pleno.
Faz-te velho e feliz
E justifica o oxigénio
que consomes.
E o teu impacto num mundo puro e de instinto.
É pelo amor que nascemos e é para o amor que vivemos
Nada mais.
Amor é respirar.
Amor é ser.
quinta-feira, setembro 19, 2013
Espera que te ouça
"Espera que te ouça
Espera pela tua vez."
É o que se ouve
e É o que se vê.
Nunca mais se ouviu o povo
nem a criança chorar de fome.
O especialista que sabe fazer
ou o jovem que saberá.
Ouve-se a troika, ouve-se o metal
das moedas a cair.
Para que bolso?
e Para que prato?
Onde está o fruto do meu país
que eu não vejo?
Onde está, afinal, o meu país?
Abre os olhos e cuidai
do que resta e do que presta.
A obrigação é nossa
de sair e recuperar
Dos derrames desta fossa.
Grita-se e esfola-se
e chora-se.
Mas não se muda,
Só se afunda.
O futuro está na urna,
e bem entranhado em nós.
O futuro é só o eco
do que diz a nossa voz.
Só não pode quem não vê
e não vê quem não pode
o lixo que nos deixa triste
neste país que quase explode.
Houve um dia em que sorri
já há muito, muito tempo.
Foi o dia que assisti
Ao passado em que vivi
e o dia em que nasci.
Outros tempos já foram maus
e o vento soprava forte.
A chuva também caiu
E o acordar já então custava.
A mudança é tão normal quanto as estações.
A revolta é proporcional à repressão.
Portugal vai voltar a ser.
Filipe Costa Campos
Espera pela tua vez."
É o que se ouve
e É o que se vê.
Nunca mais se ouviu o povo
nem a criança chorar de fome.
O especialista que sabe fazer
ou o jovem que saberá.
Ouve-se a troika, ouve-se o metal
das moedas a cair.
Para que bolso?
e Para que prato?
Onde está o fruto do meu país
que eu não vejo?
Onde está, afinal, o meu país?
Abre os olhos e cuidai
do que resta e do que presta.
A obrigação é nossa
de sair e recuperar
Dos derrames desta fossa.
Grita-se e esfola-se
e chora-se.
Mas não se muda,
Só se afunda.
O futuro está na urna,
e bem entranhado em nós.
O futuro é só o eco
do que diz a nossa voz.
Só não pode quem não vê
e não vê quem não pode
o lixo que nos deixa triste
neste país que quase explode.
Houve um dia em que sorri
já há muito, muito tempo.
Foi o dia que assisti
Ao passado em que vivi
e o dia em que nasci.
Outros tempos já foram maus
e o vento soprava forte.
A chuva também caiu
E o acordar já então custava.
A mudança é tão normal quanto as estações.
A revolta é proporcional à repressão.
Portugal vai voltar a ser.
Filipe Costa Campos
domingo, setembro 01, 2013
Gosto de ti
Gostas do romance da lua
e do calor do sol.
Do desfado d'Ana Moura
e da música do anzol.
Gostas do sonho e fazer sonhar,
do cabelo na orelha.
Sem pretexto nem contexto,
a dormir e sem dormir...
Sonhando na fantasia.
Gostas de bolas de sabão,
gostas de uvas e de melão.
De bifes bem passados e
de sonhos atribulados.
Gostas de rir de vez em quando
do coração estar bem regada.
Gostas de estar, só por estar
olhar o céu e contemplar
os balões que vão voando, para ti
E só para ti.
E sorris de forma linda
De sandálias e curta saia
O sorriso que vais perdendo
Encontras comigo na praia.
Diz Deolinda que és perfeita
Pois concordo sempre com ela.
Quero-te aqui sempre ao meu lado
Neste barco que vai sem vela.
Gostas de baloiços
e carrosseis
e essas coisas de princesa.
Que aqui estão, bem junto a mim.
E eu?
Bem, eu gosto de ti.
e do calor do sol.
Do desfado d'Ana Moura
e da música do anzol.
Gostas do sonho e fazer sonhar,
do cabelo na orelha.
Sem pretexto nem contexto,
a dormir e sem dormir...
Sonhando na fantasia.
Gostas de bolas de sabão,
gostas de uvas e de melão.
De bifes bem passados e
de sonhos atribulados.
Gostas de rir de vez em quando
do coração estar bem regada.
Gostas de estar, só por estar
olhar o céu e contemplar
os balões que vão voando, para ti
E só para ti.
E sorris de forma linda
De sandálias e curta saia
O sorriso que vais perdendo
Encontras comigo na praia.
Diz Deolinda que és perfeita
Pois concordo sempre com ela.
Quero-te aqui sempre ao meu lado
Neste barco que vai sem vela.
Gostas de baloiços
e carrosseis
e essas coisas de princesa.
Que aqui estão, bem junto a mim.
E eu?
Bem, eu gosto de ti.
sábado, maio 25, 2013
Somos
Somos pequeninos.
Somos mesmo pequenos num país tão grande e com tanta gente grande.
Somos uma vergonha para os nossos pais e os nosso avós.
Somos mesmo.
Somos a soma do chicote eleitoral em anos e anos de más decisões.
Somos o que ignoramos, o que fingimos não ver.
Somos a miséria das ruas e o crime crescente, que preferimos não ver.
Somos a catana do Gaspar e a corda do Coelho
Somos o choro dos nossos filhos que não escolhem nem podem escolher
Somos tristes e estamos tristes.
Somos um pilar de amargura que em breve vai quebrar.
Somos 10 milhões. Quando quebrar, vai fazer mossa.
Somos mesmo pequenos num país tão grande e com tanta gente grande.
Somos uma vergonha para os nossos pais e os nosso avós.
Somos mesmo.
Somos a soma do chicote eleitoral em anos e anos de más decisões.
Somos o que ignoramos, o que fingimos não ver.
Somos a miséria das ruas e o crime crescente, que preferimos não ver.
Somos a catana do Gaspar e a corda do Coelho
Somos o choro dos nossos filhos que não escolhem nem podem escolher
Somos tristes e estamos tristes.
Somos um pilar de amargura que em breve vai quebrar.
Somos 10 milhões. Quando quebrar, vai fazer mossa.
sábado, março 24, 2012
Compreensão, reacção
Quando falares lembra-te que exprimes, não impões.
Quando reagires lembra-te que mostras, não compões.
E quando tudo te parece correcto
lembra-te que o mundo é incerto
e as ideias também.
Acção reacção, não.
Compreensão, reacção.
Quando reagires lembra-te que mostras, não compões.
E quando tudo te parece correcto
lembra-te que o mundo é incerto
e as ideias também.
Acção reacção, não.
Compreensão, reacção.
quarta-feira, março 07, 2012
Aguarelas
Brancas são as fraldas e o pó de talco.
Brancos são os muros a arder, acabados de caiar.
Branco é o silêncio e o inspirar.
Branca é a vida quando nascemos.
Sem borracha, branca foi essa vida em que escrevemos.
Sem noção, torta e atribulada...
Do coração, tortas vão sendo as linhas que escrevemos
A vermelho.
Do sangue que nos faz velhos.
Tristes e vermelhas mas assentes em branco, são velhas e são sempre tortas as linhas, e o desenho.
Pretas são as fraldas e a memória.
Pretos são os tijolos da vida que se esquece.
Preto é o grito do silencio e de tudo o que merecem.
Preta é a vida quando morremos.
Brancos são os muros a arder, acabados de caiar.
Branco é o silêncio e o inspirar.
Branca é a vida quando nascemos.
Sem borracha, branca foi essa vida em que escrevemos.
Sem noção, torta e atribulada...
Do coração, tortas vão sendo as linhas que escrevemos
A vermelho.
Do sangue que nos faz velhos.
Tristes e vermelhas mas assentes em branco, são velhas e são sempre tortas as linhas, e o desenho.
Pretas são as fraldas e a memória.
Pretos são os tijolos da vida que se esquece.
Preto é o grito do silencio e de tudo o que merecem.
Preta é a vida quando morremos.
sábado, dezembro 10, 2011
Estes tempos
Enchemo-nos de rebelião sobre os cortes e as afinações perpetradas pelo governo. Rugimos à mínima contrariedade e decaímos enquanto nos tiram o sustento e nada mais fazemos que ladrar meia dúzia de babuseiras.
Como vítimas que somos, acorremos aos centros comerciais e gastamos. Entregamos elevadas parcelas do nosso ganha pão a gente que nem é daqui, mas criticamos.
Gostamos muito de criticar. Tanto, que criticamos o que nem nos interessa perceber.
Para quê?
Já há muito nos foi dito que somos filhos de uma nação imponente.
As sociedades saudam a mudança mas
Crescem com os seus filhos e dos seus filhos. Não se resignam ao que já foram.
Estes tempos pedem outras aventuras...
Pedem carácter. Pedem sobriedade. Pedem outra noção de sacrifício.
Estes tempos pedem muita paciência.
Como vítimas que somos, acorremos aos centros comerciais e gastamos. Entregamos elevadas parcelas do nosso ganha pão a gente que nem é daqui, mas criticamos.
Gostamos muito de criticar. Tanto, que criticamos o que nem nos interessa perceber.
Para quê?
Já há muito nos foi dito que somos filhos de uma nação imponente.
As sociedades saudam a mudança mas
Crescem com os seus filhos e dos seus filhos. Não se resignam ao que já foram.
Estes tempos pedem outras aventuras...
Pedem carácter. Pedem sobriedade. Pedem outra noção de sacrifício.
Estes tempos pedem muita paciência.
quinta-feira, dezembro 08, 2011
sexta-feira, dezembro 02, 2011
Houve
Houve um dia que eu desejei escrever que me sinto menos que um feto.
mais motivado que uma papoila.
com a certeza de uma apara imperfeita.
houve um dia que tal era o transbordo...
sobre hoje
e amanhã
e todos os meses da vida.
mais motivado que uma papoila.
com a certeza de uma apara imperfeita.
houve um dia que tal era o transbordo...
sobre hoje
e amanhã
e todos os meses da vida.
segunda-feira, novembro 21, 2011
Por vezes há
Há pessoas que se divertem a brincar com os sentimentos dos outros.
Há pessoas hipócritas que se fazem de qualquer coisa que não são.
Há pessoas que se aproveitam dos outros, que usam e abusam daquilo que lhes dão.
Há pessoas que mereciam entender a miséria. E não entendem porquê são burras demais para perceber que já lá estão.
Há pessoas hipócritas que se fazem de qualquer coisa que não são.
Há pessoas que se aproveitam dos outros, que usam e abusam daquilo que lhes dão.
Há pessoas que mereciam entender a miséria. E não entendem porquê são burras demais para perceber que já lá estão.
domingo, novembro 13, 2011
A vida
A vida são vírgulas.
Que retém a respiração
e outras coisas em linha recta.
A vida são pontos.
Que termina episódios e
fá-lo de forma directa.
A vida são reticencias.
Tudo é
E tudo vai sendo...
Mas temos mesmo de perceber
Que vivemos como um só,
No maior plural possível.
Devemos acordar.
Que retém a respiração
e outras coisas em linha recta.
A vida são pontos.
Que termina episódios e
fá-lo de forma directa.
A vida são reticencias.
Tudo é
E tudo vai sendo...
Mas temos mesmo de perceber
Que vivemos como um só,
No maior plural possível.
Devemos acordar.
quarta-feira, outubro 12, 2011
Viagens
Levanta-te.
Quando o tapete está cheio de cacos, recolhe.
Divide, identifica.
Cada um deles, reconhece.
Compra x bilhetes quantos cacos encontraste.
- cycle -
Viaja.
Confronta e interioriza.
Vive.
- end cycle -
Respira fundo.
Soube bem?
Evita.
Quando o tapete está cheio de cacos, recolhe.
Divide, identifica.
Cada um deles, reconhece.
Compra x bilhetes quantos cacos encontraste.
- cycle -
Viaja.
Confronta e interioriza.
Vive.
- end cycle -
Respira fundo.
Soube bem?
Evita.
quarta-feira, outubro 05, 2011
Um pequeno pedaço de mim
Se a vida é tão pequena
E se somos o que a vida é.
É sem dúvidas que exclamo
E minhas posses então derramo
Já não aguento estar de pé.
Os padrões foram mudando
Desde que fui ensinado.
O possível era tudo
quase tudo, desde miúdo
Pois então fui enganado!
Afinal eu só cresci
Entre tempos atribulados.
Não me cuidei nem entendi
Que devia fazer por mim
Neste mar de "desenrascados".
Talvez seja tarde demais
Ver as coisas de outro modo.
Pois sou burro bem teimoso
Por outro lado, sou cauteloso
E no "não sei" me acomodo.
Perdi-me algures por aí
e onde não sei dizer.
Não sei que peles vesti,
Nem que demónios acolhi
Só sei que não sei viver.
Que o futuro me esclareça
Pois o presente não o faz.
E quem sabe eu talvez mereça
Felicidade e talvez me esqueça
do passado que está lá atrás.
Estas rimas não me escrevem
Nem nunca me consegui escrever.
A morte é o que todos temem
Pois eu canto, enquanto tremem
Que doer é não viver.
E se somos o que a vida é.
É sem dúvidas que exclamo
E minhas posses então derramo
Já não aguento estar de pé.
Os padrões foram mudando
Desde que fui ensinado.
O possível era tudo
quase tudo, desde miúdo
Pois então fui enganado!
Afinal eu só cresci
Entre tempos atribulados.
Não me cuidei nem entendi
Que devia fazer por mim
Neste mar de "desenrascados".
Talvez seja tarde demais
Ver as coisas de outro modo.
Pois sou burro bem teimoso
Por outro lado, sou cauteloso
E no "não sei" me acomodo.
Perdi-me algures por aí
e onde não sei dizer.
Não sei que peles vesti,
Nem que demónios acolhi
Só sei que não sei viver.
Que o futuro me esclareça
Pois o presente não o faz.
E quem sabe eu talvez mereça
Felicidade e talvez me esqueça
do passado que está lá atrás.
Estas rimas não me escrevem
Nem nunca me consegui escrever.
A morte é o que todos temem
Pois eu canto, enquanto tremem
Que doer é não viver.
quarta-feira, agosto 10, 2011
O Tempo Já Passou (2007)
O tempo já passou
Horas, minutos e até fracções.
Todos iguais
exageradamente inócuos.
Passo na rua disfarçado de um ser que não sofre,
que não vive e somente se degrada.
Vou passando ansiando diferente sorte
sem que o tempo ou suas malícias se dignem a sussurrar
enaltecendo uma qualquer sinapse que me faça sentir.
Engulo poções etilenas em porções pequenas
de antídoto para a existência.
Anos, meses e até dias
todos iguais.
Monótonos e fatais.
Incutem-me a mais decidida vontade de
esperar uma só hora para ver
e decidir...
se vale a pena ficar
ou partir.
Décadas, séculos e até milénios...
Novos universos criados.
O tempo deixou de ser meu amigo,
passei por ele e não lhe falei.
O tempo brincou comigo
e eu simplesmente parei...
e não brinquei.
Horas, minutos e até fracções.
Todos iguais
exageradamente inócuos.
Passo na rua disfarçado de um ser que não sofre,
que não vive e somente se degrada.
Vou passando ansiando diferente sorte
sem que o tempo ou suas malícias se dignem a sussurrar
enaltecendo uma qualquer sinapse que me faça sentir.
Engulo poções etilenas em porções pequenas
de antídoto para a existência.
Anos, meses e até dias
todos iguais.
Monótonos e fatais.
Incutem-me a mais decidida vontade de
esperar uma só hora para ver
e decidir...
se vale a pena ficar
ou partir.
Décadas, séculos e até milénios...
Novos universos criados.
O tempo deixou de ser meu amigo,
passei por ele e não lhe falei.
O tempo brincou comigo
e eu simplesmente parei...
e não brinquei.
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